17.03.2026
DEFENDE A ESCALA 6X1 Presidente da Fecomércio critica sindicatos, diz que Brasil é preguiçoso e trabalha pouco
O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Wenceslau Júnior, disse que o Brasil é um país preguiçoso e que trabalha cada vez menos. A fala foi feita nesta segunda (16), em uma reunião com líderes dos setores produtivos do estado com parlamentares federais para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que quer dar fim à escala de trabalho com apenas um dia de folga por semana, 'Escala 6x1'.
“Nós estamos ficando um Brasil preguiçoso, uma nação cada vez trabalhando menos e nós precisamos trabalhar mais porque o nosso país ainda é um país de terceiro mundo”, disse.
O empresário também criticou os sindicatos e disse que brasileiros que se mudam para os Estados Unidos ficam felizes em trabalhar até 16 horas diárias por conta da remuneração em dólar.
“Hoje o sindicato blinda tanto o trabalhador, mas o trabalhador quer ir para a América porque lá é livre o trabalho. Tenho familiares que trabalham lá 12, 14 ou 16 horas por dia e feliz da vida porque o dinheiro está no bolso”, afirmou.
Wenceslau Júnior ressaltou que existe uma falta de mão de obra, citando as próprias empresas que, segundo ele, têm dificuldade para preencher vagas abertas.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/2025 foi apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL). Negociações prévias apontaram um meio termo, propondo uma substituição da escala com seis dias de trabalho com um de folga para cinco de trabalho com dois de folga.
A expectativa da oposição é que o projeto seja levado à plenário no Congresso Nacional ainda este ano. Eles acusam ação eleitoreira do Governo Federal.
“Eu vejo muita preocupação nesse momento que nós estamos com falta de mão de obra. Como que nós vamos arrumar mais gente para contratar 5x2. Então a gente vê com muita preocupação. É importante estar aqui vocês da política que são a fala nossa lá em Brasília para levar esse recado nosso, que nós não temos mão de obra”, concluiu.
Fonte: Aparecido Carmo - gazeta digital
